Apoio emocional

Como apoiar uma pessoa que precisa de ajuda?

Tempo de leitura: 4 minutos

Nos últimos anos, muito tem se falado sobre problemas de saúde emocional e tenho percebido que, hoje em dia, as pessoas apresentam mais consciência da importância deste tema.

No entanto, acho fundamental ressaltar que problemas com ansiedade, depressão, pânico, relacionamentos, etc. sempre existiram, só eram tratados de forma mais velada, principalmente por conta do preconceito.

A sociedade tem falado mais sobre esses assuntos e, com as redes sociais, muitas pessoas estão abrindo o “seu coração” e expondo mais suas dores.

Frente a este cenário, acho fundamental refletirmos: Como ajudar pessoas que estão sofrendo emocionalmente? O que falar para alguém que esta em depressão ou numa crise de ansiedade? O que dizer na hora do luto ou no término de um relacionamento? Como ajudar alguém que foi abusado emocionalmente ou sexualmente?

Tenho observado e percebo que um grande número de pessoas não estão preparadas para colaborar de forma positiva com quem esta sofrendo. Por este motivo, considero primordial dar algumas dicas para que possamos ajudar, cada vez mais, quem esta vivenciando um momento ou situação difícil.

DICAS PARA AJUDAR UMA PESSOA COM SOFRIMENTO EMOCIONAL:

Perceba os sinais de pedido de socorro: Nem sempre as pessoas pedem ajuda. Muita gente sofre em silêncio porque imagina que não será compreendido, por isso é importante estar atento aos sinais: mudanças de comportamento, isolamento social, mudanças na aparência física, tipo de postagem feita nas redes sociais, doenças físicas, etc. Isso pode estar acontecendo com pessoas próximas de você sem que perceba.

Pergunte o que você pode fazer para ajudar:  Converse abertamente com a pessoa para saber que tipo de ajuda ela precisa. Demonstre o quanto se importa com ela.

Não julgue: Ainda enfrentamos muito preconceito e falta de conhecimento com relação aos problemas emocionais, por isso é fundamental não julgar a “dor do outro”. Se você não tem nada de bom a dizer, opte pelo silêncio, mas não emita julgamentos.

Ouça verdadeiramente: Muitas pessoas têm o hábito de ouvir já pensando na resposta, mas na maioria das vezes, a pessoa que está triste, deprimida, com raiva, etc., precisa apenas de um ouvido amigo. Deixe essa pessoa desabafar, isso  pode ser uma ajuda muito importante. 

Fique perto: Se em sua percepção essa pessoa está em perigo iminente, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais nos serviços de emergência.

Oriente a pessoa a buscar por ajuda profissional: Uma vez que você tenha acolhido alguém que está sofrendo, ajude essa pessoa a dar um passo além, ou seja, buscar um profissional especializado.

Espero que estas dicas básicas possam te auxiliar a ajudar o próximo. Aproveite este momento e reflita sobre a importância da empatia e do não julgamento.

 

Texto escrito por: Renata Tavolaro

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por que não deve se cobrar tanto

Por que você não deve se cobrar tanto?

Tempo de leitura: 4 minutos

Existem muitas pessoas que são realmente generosas com todos que a cercam, que se preocupam em agradar e colaborar com o outro. E isso sem dúvida é muito positivo.

Mas você já percebeu o quanto é mais fácil ser gentil com os demais do que consigo mesmo?

Acredito que as pessoas não tem a real intenção de ser críticas consigo mesmas de forma consciente, mas de alguma forma adquiriram o hábito de perfeccionismo, autocobrança e em alguns casos auto punição.

Quando a autocrítica acontece, você começa a criar bloqueios internos ao se forçar demais a fazer algo que pode estar além das suas capacidades e acaba se sentindo angustiado e inseguro, como se as outras pessoas fossem melhores que você em tudo, gerando grande esforço e desgaste mental para superar esta situação, que na verdade é criada por nós mesmos.

Você se acostuma a não se motivar ou se encorajar e quando está sendo duro consigo mesmo, acaba criando um inimigo interno que sabotará cada movimento seu em direção ao que você acha correto ou deseja modificar.

Sem dúvida, quando temos esta atitude, acabamos despertando o gatilho para frustrações e outros sentimentos que, aos poucos, afundam nossa autoestima e saúde mental como um todo.

Com este hábito de perfeccionismo, podemos gerar em nós mesmos uma grande ansiedade e culpa. Ansiedade em querer fazer cada vez mais e culpa por achar que não consegue dar conta de tudo, acreditando que a falha está em sua competência.

Importante ressaltar que em muitos casos essa cobrança interna é estimulada desde a infância, quando as famílias, educadores ou pessoas próximas comparam as crianças entre si e de certa forma, exigem desempenhos sempre melhores em relação aos demais.

Nestes casos, é preciso ressignificar as crenças que a pessoa formou ao longo da vida e muitos somente conseguem êxito nesse exercício em processo de psicoterapia, ou seja, promovendo o autoconhecimento e formando novos conceitos sobre cometer erros, ser perfeito, agradar a todos para ser aceita e amada.

No entanto, quando somos adultos, nós podemos e devemos escolher aquilo que fazemos com a nossa vida e se as suas escolhas tem tornado seus dias infelizes e angustiantes, é importante fazer algo a respeito de forma imediata.

DICAS PARA NÃO SE COBRAR TANTO

Segue abaixo algumas dicas que poderão te ajudar a ser menos critico consigo mesmo.

Não faça comparações com outras pessoas: obviamente podemos ter pessoas que nos inspiram a ser melhores a cada dia e isso é positivo. No entanto, fazer comparações e se sentir menos do que os outros não irá te ajudar, apenas reforçará ainda mais a sua autocrítica. Tente ser você mesmo e se desenvolver.

Reforce os seus pontos positivos: é muito bom conhecer nossas fraquezas e pontos a aprimorar, mas procure potencializar as suas fortalezas, ou seja, os pontos em que você tem ciência de que é bom. Procure se focar nas soluções e não nos problemas.

Seja gentil com você mesmo: é muito importante que você se valorize e questione os pensamentos negativos sobre si mesmo. Isso amenizará o sentimento de culpa e crítica.

Busque o seu autoconhecimento: tenha certeza de que buscar o autoconhecimento é fundamental para nos auxiliar a entender nossas emoções e ressiginificar crenças que limitam nossas vidas.

Permita-se cometer erros: tenha ciência de que as pessoas não são perfeitas e todos nós estamos passíveis de cometer erros e se isso acontecer corrija a si mesmo e siga em frente. Perceba que a maioria das pessoas que são muito críticas consigo mesmas, apresentam a tendência de cobrara a mesma postura dos demais.

Portanto, é fundamental você refletir o quando esta sendo crítico consigo mesmo e o quanto isso esta gerando sentimentos e hábitos negativos em seu dia a dia.

Se valorize e seja gentil com a pessoa mais importante de sua vida: você mesmo!

Texto escrito por: Renata Tavolaro

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Como evitar o burnout

6 maneiras de evitar o burnout

A síndrome de burnout é esta dentro da Classificação Internacional de Doenças como uma “síndrome conceituada como resultado do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso”.

Ela é caracterizada pelo esgotamento físico e emocional, que normalmente se manifesta no trabalho, mas a condição psicológica desse esgotamento pode ter efeitos negativos tanto na vida pessoal quanto na profissional.

É fato de que quando uma pessoa esta exausta, seus resultados no trabalho são diretamente afetados, prejudicando sua performance e relacionamentos no ambiente corporativo.

 

DICAS DE COMO EVITAR

É de fundamental importância que ao notar os primeiros sinais de burnout foque em estratégias que ajudem a reduzir o estresse, tais como:

  1. Procure dormir bem: Quando não se descansa o suficiente, ficamos com menos energia para dar conta de tudo o que precisamos realizar ao longo do dia, podendo nos levar ao esgotamento caso esta rotina seja constante.

 

  1. Dê equilíbrio a sua vida: Normalmente a síndrome de burnout ocorre quando temos um acúmulo de estresse, em virtude uma vida desequilibrada. Reflita em que área de sua vida você esta empenhando mais energia e em que áreas você esta dando menos atenção. É importante equilibrar nossas energias para: vida social, lazer, bem-estar emocional, atividades intelectuais, bem-estar físico, espiritualidade e trabalho. Defina pequenos objetivos na vida profissional e pessoal.

 

  1. Aprenda a priorizar: Faça uma lista de todas as suas tarefas (pessoais e profissionais), posteriormente analise e procure entender o que é mais relevante para você e planeje o seu desenvolvimento se possível com prazos. Aprenda a delegar e distribuir responsabilidades.

 

  1. Evite o contato com pessoas tóxicas: Existem pessoas que são extremamente negativas e sempre tem um comentário destrutivo. É claro que receber e avaliar críticas é fundamental para garantir a qualidade de nosso trabalho, no entanto, é importante avaliar quanto o comentário pode se tornar construtivo ou quando a postura adotada pela outra parte é naturalmente negativa.

 

  1. Coloque limite no trabalho e descanse nos finais de semana: É extremamente fácil deixar com que as tarefas do dia a dia consumam toda a nossa rotina, não permitindo que tenhamos tempo para a família, amigos, romances ou atividades extras que nos dêem prazer. Tente planejar suas tarefas com prazos diários, para que possa fazer a manutenção de sua qualidade de vida.

 

  1. Pratique atividades físicas: Fazer uma caminhada, corrida ou ir à academia, por pelo menos 30 minutos por dia, ajuda a aliviar a pressão e aumentar a produção de neurotransmissores que aumentam a sensação de bem-estar. Por isso, mesmo que a vontade para fazer exercício seja muito reduzida deve-se insistir com o exercício até que este comportamento vire um hábito em sua vida.

 

É importante ressaltar que a síndrome de burnout pode afetar qualquer pessoa no âmbito profissional, que seja engajada com as suas responsabilidades e tenha que lidar com estresse diariamente.

 

Por isso, é fundamental estar atento aos sinais de que o equilíbrio entre sua vida pessoal e profissional está comprometido e neste caso, o ideal é procurar auxílio de um Psicólogo, que poderá te ajudar a identificar a melhor forma de lidar com esta situação.

Texto escrito por: Renata Tavolaro

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chefe está me enlouquecendo

Meu chefe está me enlouquecendo. O que fazer?

Atualmente se fala muito em liderança inspiradora, pois de uns anos para cá é de conhecimento de todos, que o perfil do líder mudou muito, ou seja, a maioria das empresas e especialistas, não valorizam mais aquela figura autoritária, difícil, que faz questão de se colocar como superior.

No entanto, ainda percebemos muitos “chefes com perfil tóxico” no mercado de trabalho e este é um dos principais motivos pelo qual os funcionários ficam infelizes no ambiente profissional.

Um chefe ruim tem a tendência de tornar desconfortável e/ou infeliz o local de trabalho. Ele pode “abusar” de seu poder e os funcionários acabam desmotivando-se e muitas vezes até adoecendo, tanto fisicamente como emocionalmente.

Tenha certeza de que este tipo de experiência impacta não apenas a sua vida profissional, mas a pessoal também, prejudicando o seu bem estar.

Se você esta vivenciando esta situação, seguem algumas dicas para aprender a lidar com um chefe ruim e harmonizar o seu ambiente de trabalho.

DICAS PARA LIDAR COM ESTA SITUAÇÃO:

Procure não “bater de frente” com seu chefe: Assumir esta postura poderá piorar ainda mais o relacionamento e harmonia na empresa, principalmente porque o chefe tem poderes para demiti-lo.  No caso da situação ficar insustentável, vale à pena conversar de forma sigilosa com a área de recursos humanos.

Se posicione: Embora muitos chefes não sejam adeptos a conversas e esta situação te cause receio, vale à pena tentar um diálogo ponderado e honesto. Isso pode não resolver a situação, mas certamente ajudará a colocar para fora tudo o que estiver te deixando angustiado.

Documente as situações: Em alguns casos é aconselhável manter todos os e-mails, mensagens, documentos e situações que considere problemáticas em seu relacionamento profissional com seu chefe. Isto poderá ajudá-lo a se livrar de situações contraditórias no dia-a-dia.

Não fale mal de seu chefe: Falar coisas negativas sobre seu chefe para seus colegas de trabalho poderá ser muito prejudicial ao ambiente de trabalho. Mesmo que você tenha a intenção de apenas desabafar sobre o estilo de gestão do seu chefe, você deve manter os sentimentos negativos guardados para si dentro da empresa.  Lembre-se de que isso pode chegar aos ouvidos de seu chefe.

Busque outras oportunidades dentro da empresa: Uma das maneiras de conseguir se livrar de seu chefe sem sair da empresa, é buscando oportunidades internamente. Muitas empresas realizam a divulgação de vagas para recrutamento interno.

Tenha resiliência e aprenda com erros: Uma das formas de se desenvolver pessoalmente e profissionalmente é aprendendo com os erros. Podem ser os seus erros, dos colegas ou do próprio chefe. Analisar onde o superior está errado, poderá ajudá-lo a não cometer as mesmas falhas em outros momentos de sua carreira.

Cuide de sua saúde física e emocional: Cuidar do seu bem-estar físico e mental é essencial. Ao longo do dia procure fazer uma pausa no trabalho, com o objetivo de relaxar. Faça atividades prazerosas que sirvam como válvula de escape, pode ser qualquer coisa que te dê satisfação como um esporte, meditação, ler um livro, artesanato, etc. Importante lembrar que você não pode controlar como o seu chefe se comporta, mas você pode e deve controlar como você reage frente às situações.

Avalie a possibilidade de sair da empresa: Em determinadas situações, a melhor solução é buscar outra oportunidade profissional. Observe os sinais de que precisa tomar esta decisão, por exemplo: se você tem medo de ir ao trabalho todos os dias, se se sentir fisicamente ou mentalmente inseguro no trabalho, se passar mais tempo pensando em seu chefe do que em seu trabalho, se o estresse do trabalho permeia o resto da vida, se sua autoestima despencou, se fica constantemente doente, entre outros motivos. A partir do momento em que tomar esta decisão de sair da empresa, é importante fazê-lo da maneira mais profissional, planejada e amigável possível. Sair bem de uma empresa e deixar as “portas abertas” é fundamental.

Texto escrito por: Renata Tavolaro

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Doenças Psicossomáticas. O que são? Sintomas, o que fazer e como lidar.

O que são doenças psicossomáticas?

As doenças psicossomáticas são a manifestação de uma doença física ou não, motivada por causas mentais (nossas emoções, sentimentos e pensamentos). Vale ressaltar que já foi comprovado, que o corpo físico e a mente estão interligados, ou seja, acabamos somatizando sintomas físicos que a medicina não consegue explicar a origem e nem constituem um quadro clinico específico. Como por exemplo, é muito comum, pessoas com doenças psicossomáticas comparecerem em consultas médicas ou pronto-socorros devido a estes sintomas, mas os médicos costumam apresentar dificuldades para encontrar a causa.

Quais são os sintomas mais comuns das doenças psicossomáticas?

Muitos dos sintomas físicos que podem indicar doenças psicossomáticas são:

  • Aumento dos batimentos cardíacos;
  • Tremores;
  • Respiração rápida e falta de ar;
  • Suor frio ou excessivo;
  • Boca seca;
  • Enjôos;
  • Dor no estômago;
  • Sensação de nó na garganta;
  • Dor no peito, nas costas e na cabeça;
  • Manchas vermelhas ou roxas na pele.

 

Estes sintomas acontecem porque o estresse e a ansiedade fazem aumentar a atividade nervosa do cérebro, além de elevar os níveis de hormônios no sangue, como adrenalina e cortisol. Muitos órgãos do corpo, como intestinos, estômago, músculos, pele e coração têm ligação direta com o cérebro, e são os mais afetados por estas alterações.

As doenças que podem ser desencadeadas ou agravadas por situações de estresse, principalmente doenças inflamatórias, como artrite reumatóide, ou doenças como fibromialgia ou síndrome do intestino irritável.

Qual a causa da doença psicossomática?

Podemos destacar muitas situações que facilitam o desenvolvimento da somatização, como por exemplo: depressão, ansiedade e estresse. Normalmente as pessoas mais afetas são as que sofrem situações como:

  • Desgaste profissional e carga horária de trabalho muito extensa;
  • Traumas na infância ou após eventos marcantes;
  • Situações de violência psicológica e de desmotivação;
  • Elevado grua de cobrança pessoal;
  • Ansiedade e tristeza.

 

Quando procurar ajuda?

É fundamental que as pessoas que tiverem sintomas físicos que não são diagnosticados em consultas ou exames clínicos, procurem ajuda psicológica, visando avaliar as causas emocionais destes sintomas.

Texto escrito por: Renata Tavolaro

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Agorafobia. O que é? Sintomas, o que fazer e como lidar.

O que é Agorafobia?

Agorafobia é um distúrbio de ansiedade que na maioria das vezes se desenvolve após crises de pânico. Refere-se ao medo de andar nas ruas, dificuldade de sair sozinho de casa, dificuldade de ir a certos lugares como mercados ou cinema, pois sente forte apreensão difícil de compreender e muitas vezes surge a necessidade de ter alguém ao lado para lhe dar segurança.

As pessoas com agorafobia apresentam a tendência a ter baixa auto-estima e insegurança, sentem-se bastante ansiosos e angustiados com a possibilidade de serem expostos novamente a determinada situação que estimule a sua fobia.

É muito comum a pessoa ter o que é chamado de “medo do medo”, e esse medo do seu próprio medo, fazendo com que evite todas as situações onde o ataque ocorreu e até mesmo aquelas situações onde ele nunca se manifestou.

Quais são os principais medos da Agorafobia?

  • Estar longe de casa ou de pessoas que dêem segurança;
  • Andar de carro, ônibus, trem, metrô ou avião.
  • Locais fechados e lotados como cinema, supermercados, restaurantes, etc.;
  • Situações nas quais a saída seja difícil como congestionamentos, estádios, ocupar o banco de trás de um carro, etc.;
  • Fila de banco;
  • Túneis, passarelas, pontes;
  • Elevadores;
  • Viajar;
  • Multidões.

Quais são os principais sintomas da Agorafobia?

  • Falta de ar;
  • Aumento dos batimentos cardíacos;
  • Tontura;
  • Suor excessivo;
  • Formigamento;
  • Dores no peito;
  • Hiperventilação;
  • Calafrios;
  • Diarréia;
  • Desmaios;
  • Náuseas.

 

Dicas para tratar a Agorafobia?

  • Busque tratamento especializado;
  • Reeduque a mente;
  • Terapia de exposição, onde o profissional irá te ensinar a encarar os problemas e medos;
  • Pratique exercícios físicos;
  • Faça exercícios de meditação e respiração.

Quando procurar por ajuda?

A partir do momento que sua vida começa a ter prejuízos, quando há sofrimento psíquico ou quando você deixa de praticar sua rotina do dia a dia está na hora de procurar por ajuda especializada de um psicólogo.

Texto escrito por: Renata Tavolaro

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psicoterapia

Sinais de que você precisa de Terapia

É muito comum as pessoas se perguntarem se precisam ou não fazer psicoterapia, porque ainda existe um grande estigma com relação ao atendimento psicológico e muitas vezes, porque acreditamos que damos conta sozinhos de nossos problemas. Além deste fator, existe a questão financeira, mas tente encarar a psicoterapia como um investimento em você mesmo.

Posso afirmar que todo mundo passa por momentos de tristeza, estresse e conflitos. Vivemos situações que não conseguimos lidar “em carreira solo” e que insistem em continuar, mesmo após tentarmos nos desenvolver e apesar de todo o apoio das pessoas que convivemos, as dificuldades persistem.

Precisamos de psicoterapia quando estivermos enfrentando alguma situação que não sabemos como lidar e como resolver, quando nos sentimos presos a algo que nos incomoda, principalmente se estiver interferindo em sua vida pessoal e profissional.

Portanto se você esta nesta situação ou se identificar com os pontos abaixo relacionados, considere a busca de apoio psicológico o mais breve possível, pois cuidar de sua saúde emocional é muito importante.

  • Sente-se deprimido, estressado, ansioso ou angustiado;
  • Sente dificuldade em lidar com suas emoções;
  • Passou por um trauma e não consegue parar de pensar nisso;
  • Precisa de remédios para dormir ou agüentar o dia a dia;
  • Conflitos nos relacionamentos;
  • Passando por uma fase de sofrimento;
  • Passando por perdas ou separações;
  • Passando por transtornos alimentares, compulsões, fobias, obsessões ou manias;
  • Se sente perdido e busca o seu autoconhecimento.

 

Resumindo, a psicoterapia visa o seu autoconhecimento e nos ajuda a lidar com as nossas emoções. Um psicólogo nos fará perceber as situações que estamos vivendo de forma mais ampla e nos auxiliará a buscar uma solução, sem julgamento ou critica. Tem o papel de nos incentivar a autonomia ao nos fazer perceber, que somos capazes de enfrentar a situação em que nos encontramos.

Texto escrito por: Renata Tavolaro

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crítica construtiva crítica destrutiva

Como se faz uma crítica?

Provavelmente você se perguntando ‘Por que devemos fazer críticas a alguém?’

A crítica é uma ferramenta muito valiosa na comunicação, pois nem sempre as pessoas se comportam de forma adequada em alguns contextos e a crítica bem realizada vai ajudar a pessoa a ter uma visão realista de si e a partir disso ter a possibilidade de mudar esses comportamentos.

Vou te contar 2 formas muito eficazes para realizar uma crítica sem prejudicar suas relações. Vamos Juntos?

Antes de qualquer coisa, precisamos compreender que existem 2 tipos de críticas: Crítica Construtiva e Crítica destrutiva.

CRITICA CONSTRUTIVA

– Ajudar o outro a entender qual comportamento específico ela necessita melhorar, é muito pontual e ajuda o outro a se desenvolver pessoalmente.

“Olha meu amigo, quando você conversa comigo durante a aula, eu me desconcentro e tiro notas ruins!”

CRITICA DESTRUTIVA

– Apenas aponta os erros da pessoa, desqualificando o outro como um todo, não auxilia no desenvolvimento pessoal.

“Tirei notas ruins porque você sempre me atrapalha!”

 

Vamos para as duas formas mais adequadas de realizar a crítica:

1ª forma: DESCREVER / EXPRESSAR / ESPECIFICAR / SOLUÇÃO

DESCREVER de forma objetiva o comportamento que precisar ser modificado, quando ocorre, frequência com que ocorre.

EXPRESSAR o que você sente quando esse comportamento ocorre.

ESPECIFICAR claramente o que a pessoa deve mudar em seu comportamento.

– Indicar uma possível SOLUÇÃO e as consequências positivas que podem acontecer com a modificação desse comportamento.

 

2ª forma: TÉCNICA DO SANDUICHE

– Inicie com um elogio.

– Pontue a crítica seguindo as dicas anteriores.

– Finalize com um novo elogio.

Realizar ou receber uma crítica nem sempre é fácil e muito menos agradável, pode gerar um sentimento de frustração e tristeza, mas é muito importante refletir sobre o que foi exposto. E ao realizar uma crítica, TREINE, fale em voz alta com você mesmo e se coloque no lugar do outro, como você sentiria se recebesse a crítica dessa forma? Você seria capaz de compreender? Assim fica muito mais fácil!

Texto escrito por: Andressa Oliva

Angústia ansiedade medo

O que é a Angústia?

Uma sensação de aperto no peito, parece que o ar não entra nos pulmões, a cabeça a mil, mas ao mesmo tempo sem conseguir pensar em nada. Também pode ser descrita como um mau pressentimento, ou um clima pesado, uma energia negativa. Todos nós já nos sentimos assim em algum momento, por diferentes motivos, mas às vezes essa sensação persiste até causar problemas no nosso dia a dia, afetando a nossa saúde e, principalmente a nossa qualidade de vida. Esta é a Angústia, essa sensação que todos nós conhecemos bem, mas que é difícil de descrever ou de apontar em um lugar no corpo.

Diferente da Ansiedade, a Angústia é uma sensação de que algo ruim está acontecendo, ou prestes a acontecer, ou um sentimento de estar fazendo a escolha errada, e não é possível nomear a origem do desconforto. Embora sejam sensações muito parecidas e de origens similares, na Ansiedade, o objeto da preocupação é fácil de identificar, e usualmente o medo se localiza em algum lugar do futuro. Ainda, junto com esta sensação ruim, vem ainda um sentimento de pesar, um vazio que faz com que o sujeito angustiado não tenha disposição para as tarefas rotineiras ou tomada de decisões, e assim acaba por ficar mais quieto que o usual, sem interesse em conversar. É diferente da Depressão porque nesta há uma baixa na energia psíquica, uma lentidão dos pensamentos, enquanto na Angústia a atenção fica mais aguçada, e busca-se tentar dar sentido para o que se sente.

A causa da Angústia varia de caso a caso. Os noticiários e suas incessantes histórias de tragédia e violência certamente contribuem para este sentimento de que algo pode nos acontecer a qualquer momento, mas, assim como na Ansiedade, é como se o nosso alarme de segurança interno estivesse desregulado, disparando sem que um perigo real esteja acontecendo. A origem desse desequilíbrio pode estar ligada a questões mal resolvidas do sujeito, e que precisam ser compreendidas e trabalhadas.

O caminho para a melhora da sensação de Angústia passa, inevitavelmente, por uma melhor compreensão de si próprio. Esperar a sensação desagradável passar, ou sofrer sozinho fazem com que uma situação contornável pareça intransponível, afetando todas as áreas da vida de uma pessoa.

Após a avaliação e o descarte de causas orgânicas que possam estar gerando o mal estar físico, causas psicológicas se apresentam como a provável causa dos sintomas, e compreender e aceitar suas limitações e inseguranças fazem parte do trabalho que um psicólogo pode ajudar a realizar, à medida em que guia o sujeito e o ajuda a se conhecer, e por consequência desenvolver estratégias para lidar com esse tipo de situação.

Texto escrito por: Adriele Leão